Eu precisava de um motivo só para olhar pra frente.
Senti os olhos dele cravados em mim, minhas pálpebras doíam bastante, eu as forçava.
—Beatriz — ouvi sua voz clara e doce, levantei os olhos e fitei aqueles olhos castanhos mel, gentis, que me
davam uma sensação segura.

Tentei manter meus olhos abertos, mas parecia tão difícil.
—Você esta bem? — perguntou vindo perto de mim, eu olhei envolta, havia ficado o som baixo.
Eu estava prestes a desacordar, ele pegou meus braços — Vou te levar ao hospital.
Desacordei, no meu sonho estava no gelo, havia sangue pintando o chão, era uma visão não muito agradável, não olhei para os lados, corria, vi uma poça de sangue ali, então olhei envolta, estava sozinha. Haviam poucas
árvores a minha volta, entrei em desespero.

Vi vultos escuros se formando a minha volta e fechei os olhos.
Senti um frio inacreditável, eu tremia muito, corria de olhos fechados e quando os abri vi uma figura, era escura e grande, fitava meus olhos e seus olhos eram brancos, não eram olhos comuns, eram grandes e estridentes. Um som foi emitido de seus lábios, ela não era humana, e por mais estranho que fosse, eu só via sua face, não era capaz de ver seu corpo.
E então reconheci, e ao mesmo tempo, acordei.
Eu pulara da cama, não estava num hospital, era como um porão, estava escuro.
—Beatriz — disse ele e eu o olhei confusa — Eu tive que tirá-la do hospital.
Sentei na cama e ele veio perto de mim.
—Foi horrível — minha voz soou amedrontada, um sussurro.
—A cidade continua sendo atacada, querem saber quem matou-o — me explicou fitando meus olhos — Você esta melhor?
Eu já tinha lágrimas nos olhos. Abracei-o.

—Me escute — sussurrei preocupada — Eu a vi novamente, só a face, mas a vi novamente, não é como os vampiros que estão atacando, ela é diferente, tem os olhos diferentes.
—Não é uma vampira?
Encarei seus olhos agora que continham expressões pesadas, várias imagens passavam em sua mente.
—Não.
Saímos dali, lá fora a cidade já não era a mesma, parecia mais o fim do mundo.

—Temos que descobrir o que são — sussurrei a ele, ele pegara minha mão e corremos para um canto escuro, vi um vampiro, ele nos olhos, veio até mim e meu corpo parecia ser puxado pela aquela criatura estranha.
—Você é como nós — ouvi sua voz, meu amigo tentou me puxar para trás.
—Beatriz, saia de perto dele!
—Se acalme, Mario — pedi a ele enquanto puxava minha mão pra trás.
Aquele ser na minha frente me encarou nos olhos e levei um flash estranho, pisquei várias vezes e senti o cheiro de sangue forte, vinha do Mario, eu queria sentir o sabor, mas algo em mim me impedia de atacá-lo. Sim, o ser tinha acertado, eu de fato não era mais humana, mas isto não mudara minha opinião sobre matar as pessoas. Chutei o ser para longe e agarrei a mão de Mario.
—Eu não sou mais humana há um tempo — murmurei e ele apesar de com medo me acompanhou, eu andei até um prédio, tinha vários guardas mortos no chão — Pegue armas.
Abaixei-me em direção a um, mordi-lhe o pescoço e bebi o sangue, depois peguei suas armas e levantei.
—O sangue é fresco, foram mortos recentemente — olhei Mario e limpei a boca, ele me olhava com medo, fui perto e achei que ele se distanciaria — Eu jamais te machucaria.
Ele passara da fase amigos para mim, toquei seus dedos de leve.
—Quando ela me transformou nisto era pra mim morrer, mas uma parte minha continua humana, e eu voltei, mas eu não te machucaria, nunca — sussurrei e ele tocou meu rosto, fitei seus olhos com ternura — Desculpa não ser mais a mesma.
Senti um cheiro conhecido, virei-me e o deixei atrás de mim.
—Foge — pedi.
—Não! Não vou a lugar algum sem você!
E então eu a vi, ela tinha aqueles olhos enormes e branco, usava um vestido negro que ia-lhe até os pés, mas sua pele era tão branca que parecia acender ali. Pulei a atacando e ela caiu por um instante, mas se levantou com uma rapidez adimirável.
—Você não devia ter feito isto — disse-me.
Olhei Mario querendo manda-lo fugir de novo, e arregalei os olhos quando vi o que iria fazer, fiz que não, mas ele mirou e atirou nela, com uma rapidez incrível ela se virou para ele e a bala mudou de curso, voltou e o atingiu na cabeça mantando-o. Caí no chão já chorando, com medo, estava agora sozinha.
Aquela criatura veio até mim e tocou minha testa. E tudo que vi foi um clarão.
Senti um frio inacreditável, eu tremia muito, corria de olhos fechados e quando os abri vi uma figura, era escura e grande, fitava meus olhos e seus olhos eram brancos, não eram olhos comuns, eram grandes e estridentes. Um som foi emitido de seus lábios, ela não era humana, e por mais estranho que fosse, eu só via sua face, não era capaz de ver seu corpo.
E então reconheci, e ao mesmo tempo, acordei.
Eu pulara da cama, não estava num hospital, era como um porão, estava escuro.
—Beatriz — disse ele e eu o olhei confusa — Eu tive que tirá-la do hospital.
Sentei na cama e ele veio perto de mim.
—Foi horrível — minha voz soou amedrontada, um sussurro.
—A cidade continua sendo atacada, querem saber quem matou-o — me explicou fitando meus olhos — Você esta melhor?
Eu já tinha lágrimas nos olhos. Abracei-o.

—Me escute — sussurrei preocupada — Eu a vi novamente, só a face, mas a vi novamente, não é como os vampiros que estão atacando, ela é diferente, tem os olhos diferentes.
—Não é uma vampira?
Encarei seus olhos agora que continham expressões pesadas, várias imagens passavam em sua mente.
—Não.
Saímos dali, lá fora a cidade já não era a mesma, parecia mais o fim do mundo.

—Temos que descobrir o que são — sussurrei a ele, ele pegara minha mão e corremos para um canto escuro, vi um vampiro, ele nos olhos, veio até mim e meu corpo parecia ser puxado pela aquela criatura estranha.
—Você é como nós — ouvi sua voz, meu amigo tentou me puxar para trás.
—Beatriz, saia de perto dele!
—Se acalme, Mario — pedi a ele enquanto puxava minha mão pra trás.
Aquele ser na minha frente me encarou nos olhos e levei um flash estranho, pisquei várias vezes e senti o cheiro de sangue forte, vinha do Mario, eu queria sentir o sabor, mas algo em mim me impedia de atacá-lo. Sim, o ser tinha acertado, eu de fato não era mais humana, mas isto não mudara minha opinião sobre matar as pessoas. Chutei o ser para longe e agarrei a mão de Mario.
—Eu não sou mais humana há um tempo — murmurei e ele apesar de com medo me acompanhou, eu andei até um prédio, tinha vários guardas mortos no chão — Pegue armas.
Abaixei-me em direção a um, mordi-lhe o pescoço e bebi o sangue, depois peguei suas armas e levantei.
—O sangue é fresco, foram mortos recentemente — olhei Mario e limpei a boca, ele me olhava com medo, fui perto e achei que ele se distanciaria — Eu jamais te machucaria.
Ele passara da fase amigos para mim, toquei seus dedos de leve.
—Quando ela me transformou nisto era pra mim morrer, mas uma parte minha continua humana, e eu voltei, mas eu não te machucaria, nunca — sussurrei e ele tocou meu rosto, fitei seus olhos com ternura — Desculpa não ser mais a mesma.
Senti um cheiro conhecido, virei-me e o deixei atrás de mim.
—Foge — pedi.
—Não! Não vou a lugar algum sem você!
E então eu a vi, ela tinha aqueles olhos enormes e branco, usava um vestido negro que ia-lhe até os pés, mas sua pele era tão branca que parecia acender ali. Pulei a atacando e ela caiu por um instante, mas se levantou com uma rapidez adimirável.
—Você não devia ter feito isto — disse-me.
Olhei Mario querendo manda-lo fugir de novo, e arregalei os olhos quando vi o que iria fazer, fiz que não, mas ele mirou e atirou nela, com uma rapidez incrível ela se virou para ele e a bala mudou de curso, voltou e o atingiu na cabeça mantando-o. Caí no chão já chorando, com medo, estava agora sozinha.
Aquela criatura veio até mim e tocou minha testa. E tudo que vi foi um clarão.
