Ele estava caminhando na neve, olhava para o chão e procurava algo no mesmo, eu parei atrás de uma árvore, olhei o relógio pela oitava vez naquela tarde.
Seus olhos lindos e verdes vagaram gentilmente, me procurando, eu era tão completamente apaixonada por ele. Engoli seco, pensando em como me desculpar pelo que eu havia feito a ele, não fora justo, ainda mais por que eu o amava, enfim rendi-me olhando-o.
— Ahn, por que esta aqui? — perguntei fingindo estar confusa.
— Vim ver você — seus olhos estreitaram-se aos meus e seu tom ficou mais frio — Mas parece que você esta fugindo de mim.
— Impressão sua — menti, ele veio até mim, olhou meus olhos — Me desculpe, por tudo que eu fiz pra você.
Deu-me um sorriso desprovido de alegria.
— Você escolheu-o, não é?
— Não.
— Não foi o que ele me disse — jogou.
Enruguei a testa.
— Eu não...
— Não precisa se explicar pra mim — ele abaixou os olhos.
Vi em sua mão direita um pequeno ramo de flores vermelhas, olhei-o novamente e puxei seu rosto.
— Por favor, não acha que basta o que houve entre nós? — perguntei-lhe calmamente.
Ele fitou meus olhos devagar, levantou o ramo de flores, eu fitei seus olhos, mas algo me dizia que deveria olhar o que estava em suas mãos, embaixo das rosas vermelhas e belas, de cheiro desfrutável e agradável eu podia ver um outro objeto brilhante, de um tom polido, tão limpo que parecia espelhado. Olhei seus olhos, com lágrimas nos meus, coloquei os dedos nos lábios incrédulamente.
— Sim, basta.
Ele levantou as flores e simplesmente apontou o revólver para mim, atirando de uma vez contra o meu peito, fora fatal para meu corpo físico, mas não para a minha bela alma, que agora contenta-se em vê-lo, em fazer da vida dele o pequeno pedaço do inferno.
Ele fitou meus olhos devagar, levantou o ramo de flores, eu fitei seus olhos, mas algo me dizia que deveria olhar o que estava em suas mãos, embaixo das rosas vermelhas e belas, de cheiro desfrutável e agradável eu podia ver um outro objeto brilhante, de um tom polido, tão limpo que parecia espelhado. Olhei seus olhos, com lágrimas nos meus, coloquei os dedos nos lábios incrédulamente.
— Sim, basta.
Ele levantou as flores e simplesmente apontou o revólver para mim, atirando de uma vez contra o meu peito, fora fatal para meu corpo físico, mas não para a minha bela alma, que agora contenta-se em vê-lo, em fazer da vida dele o pequeno pedaço do inferno.